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    3 de agosto de 2009

    Bloqueio provoca anomalias na América do Sul

    O forte bloqueio atmosférico que se instalou na América do Sul no início do mês de julho tem causado várias anomalias climáticas em todo o continente. Por interromper o escoamento zonal da atmosfera, um bloqueio resulta em condições de tempo persistentes - seja de sol, chuva, frio ou calor. No bloqueio em questão, as massas de ar frio e seco exerceram grande influência sobre Argentina, Uruguai, Paraguai, Sul do Brasil e Mato Grosso do Sul, o que causou valores de temperatura abaixo da média nessas regiões. Essa situação é bastante notável na semana entre 26 de julho e 1° de agosto, em que é possível observar anomalias negativas de até 7 graus no Rio Grande do Sul, Uruguai e parte do Paraguai, conforme mapas abaixo. Esse período coincide com a entrada da mais poderosa massa de ar polar desse ano até o momento.
    Por outro lado, nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Pará, Amazonas e no DF, a permanência persistente de uma intensa massa de ar seco e quente provocou anomalias positivas de temperatura da ordem de 5 graus. Em Minas Gerais, a situação foi ainda mais crítica no período entre 26 de julho e 1° de agosto, quando Belo Horizonte chegou a registrar a maior temperatura de sua história em julho.
    Quanto à precipitação, os mapas permitem observar um interessante acumulado de chuva sobre os Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e extremo sul do Rio de Janeiro. Essa porção do país ficou sob domínio de instabilidades resultantes do choque térmico entre o ar polar do Sul e o ar quente e tropical de Minas Gerais. Essa situação criou uma anomalia de precipitação nos dois Estados da região Sudeste, pouco acostumados com tanta chuva nessa época do ano. Confira nos mapas* abaixo de autoria da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA).
    Semana entre 19 e 25 de julho de 2009

    Semana entre 26 de julho e 1° de agosto de 2009

    *Os mapas à esquerda mostram a anomalia de temperatura para o período e os à direita, o acumulado total de precipitação.

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