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bhtempo

    10 de outubro de 2009

    BH tem mínima de 15,2° C nessa madrugada

    A entrada do ar mais frio e seco em Belo Horizonte permitiu uma queda maior da temperatura durante essa última madrugada. A estação do Instituto Nacional de Meteorologia na região da Pampulha chegou a registrar 15,2° C entre 4 h e 6 h da manhã. A pressão aumentou e os ventos já sopram mais forte do oceano. O sábado amanheceu ensolarado e agradável na capital (à esq.). Ao longo do dia os termômetros sobem, mas não devem passar dos 26° C. Há possibilidade de chuva isolada no final da tarde na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

    9 de outubro de 2009

    Pressão atmosférica continua baixa em Belo Horizonte

    Apesar do dia nublado e ameno, Belo Horizonte ainda não está sob domínio da massa de ar polar que influencia o tempo no Sul do país e parte do Sudeste. A pressão atmosférica continua baixa na capital, a umidade elevada e as condições para ocorrência de chuva persistem. Na tarde de hoje, a estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia na região da Pampulha chegou a registrar 916,0 hPa, valor baixo para o local. No entanto, nas próximas horas, o ar mais frio e seco deve chegar a região central mineira, elevando a pressão e reduzindo a probabilidade de chuva.

    8 de outubro de 2009

    Muita nebulosidade sobre Minas Gerais

    Na madrugada dessa sexta-feira uma extensa massa de ar frio e seco avança pelo centro-sul do Brasil e empurra as áreas de instabilidade de uma frente fria para o norte de Minas Gerais e sul da Bahia. O longo corredor de umidade que se estende desde a Amazônia até o Oceano Atlântico deixa o tempo nublado e chuvoso em quase todo o território mineiro (à esq.). No final da noite dessa quinta-feira chovia moderadamente em alguns bairros da capital. Pelo menos até amanhã a chuva deve continuar. Às 23 horas fazia 19,4° C, com umidade relativa igual a 87 % na região da Pampulha, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia.

    Previsão para os próximos 3 dias em Belo Horizonte


    Madrugada e manhã chuvosas em BH

    A chuva praticamente não dá trégua desde ontem a noite em Belo Horizonte. No local da estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia na região da Pampulha, o acumulado de precipitação em apenas duas horas - durante a tempestade que atingiu a capital entre 20 h e 22 h de ontem - chegou a 57,6 mm. De 22 h até às 10 h da manhã dessa quinta-feira, a mesma estação já acumulou mais 22 mm. O total de 79,6 mm em pouco mais de doze horas impressiona e representa mais da metade do que deveria chover em outubro em BH (123,1 mm). E ao longo dessa quinta-feira mais chuva deve atingir a capital. A máxima hoje não passa dos 23° C.

    BELO HORIZONTE, ONTEM:
    Imagem: Terra

    OPINIÃO: Situação em BH é preocupante

    O período chuvoso apenas começa, mas Belo Horizonte tem enfrentado (velhos) problemas que antes eram comuns apenas no auge da estação. A chuva dessa noite de outubro provocou caos em quase toda a capital mineira: transbordamento de rios, vias alagadas, carros empilhados, queda de árvores, falta de energia elétrica, desmoronamentos, deslizamentos de terra, medo, terror, destruição e prejuízo.
    É verdade que o episódio da noite de ontem foi intenso e seria capaz de provocar as mesmas cenas em qualquer outra grande cidade do mundo. Afinal, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia, foram 57,6 litros de água por metro quadrado em apenas duas horas. No entanto, é verdade também que poderia ser diferente.
    O solo urbano está cada vez mais impermeável à água, as árvores mais escassas e o transporte menos coletivo. A sujeira é generalizada e cresce sem parar. A ilha de calor urbana se intensifica e com ela o desconforto térmico e os eventos severos. A falta de educação, respeito, senso de coletividade e de pertencimento ao ambiente predomina. Mas há esperança.
    Mesmo a passos lentos, a busca por uma cidade menos doente e mais sustentável não pode parar. A ciência avança e nos oferece diversas alternativas, basta ter coragem de adotá-las! Trata-se de um esforço coletivo e cotidiano, não apenas do poder público. Plante uma árvore em sua rua, não jogue lixo em local inapropriado, reserve uma área no quintal de sua casa para um jardim, adote a energia solar, consuma com responsabilidade, pense em seus filhos e netos, tenha coragem! Essa é a postura contemporânea e verdadeiramente inteligente.
    A chuva é necessária e não pode parar, é vida! Outras tempestades virão até o próximo mês de março. Entre novembro/2009 e janeiro/2010, volumes de água superiores ao de ontem poderão provocar tragédias ainda maiores na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Prepare-se.
    Rafael Rodrigues da Franca
    Mestre em Geografia pela UFMG (Especialista em Climatologia e Variabilidade Climática em Minas Gerais)
    08 de outubro de 2009

    7 de outubro de 2009

    BH: muita água em pouco tempo

    Uma forte chuva atingiu Belo Horizonte e Região Metropolitana na noite dessa quarta-feira. A pancada intensa começou por volta das 20 h e foi acompanhada por muitas descargas elétricas e trovoadas. O acumulado de chuva foi igual a 41 mm em apenas 1 hora, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia na região da Pampulha. A umidade relativa do ar em BH estava em 96% às 21 h.
    Em alguns bairros da cidade ainda chove fraco nesse momento e muitos consumidores permanecem sem energia elétrica. A CEMIG ainda não sabe estipular o número de usuários que ficaram no escuro. Algumas regiões da capital estão alagadas, segundo informações do Corpo dos Bombeiros.

    Em BH fazia 19,2 °C às 22 horas, segundo dados do INMET.

    Depois da chuva, manhã ensolarada em BH

    Apesar das fortes pancadas de chuva no final da tarde de ontem em Belo Horizonte e Região Metropolitana, a quarta-feira amanheceu ensolarada na capital (à esq.). Às 11 da manhã já fazia 27,1° C com umidade relativa de 58 % na região da Pampulha, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia. Nesse local, o volume total de precipitação acumulado ontem foi igual a 37 mm (ou 37 litros de água por metro quadrado!). As condições observadas nessa manhã são semelhantes às de ontem, o que favorece a ocorrência de novas pancadas de chuva (com raios e trovadas) até o final da tarde. Com a chegada de uma nova frente fria amanhã, a chance de chuva aumenta e persiste até o final de semana. ALERTA: Além da capital e Região Metropolitana, pode chover forte no Sul de Minas e Triângulo Mineiro.

    6 de outubro de 2009

    Calor e queda repentina da pressão provocam temporal em BH

    Dessa vez erramos...e não erramos sozinhos. A atmosfera pregou uma peça em todos nós, seus estudiosos e observadores. Grande maioria dos modelos meteorológicos afirmava que a tarde dessa terça-feira seria de tempo quente e estável em Belo Horizonte e parte de Minas Gerais, no entanto foi um pouco diferente. O calor de até 31,0° C (conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia na região da Pampulha), a umidade elevada e a queda repentina da pressão criaram condições para rápido desenvolvimento de sistemas convectivos próximo a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A imagem de satélite ao lado mostra a condição atmosférica no momento do início da chuva em BH (por volta de 17 h). É possível observar expressivos aglomerados de nuvens sobre o Sul do estado e a RMBH. E não deu outra: muita chuva na capital, com ventos fortes, raios e trovoadas no final da tarde. No local da estação do INMET na região da Pampulha, o acumulado de precipitação foi igual a 30,8 mm em apenas 1 hora! E como não podia ser diferente, vários transtornos (leia notícia no portal O TEMPO) complicaram a vida da população. A previsão para amanhã é de mais calor, umidade elevada e condições propícias para novas tempestades com raios e trovoadas na RMBH.

    Previsão para os próximos 5 dias em Belo Horizonte

    5 de outubro de 2009

    Manhã nublada e amena em BH

    A manhã dessa segunda-feira é de céu nublado (à esq.) e rajadas moderadas de vento leste em Belo Horizonte. A capital amanheceu com temperatura igual a 19,5° C e às 10 horas ainda fazia 22,7° C, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia registrados na região da Pampulha. A máxima hoje não deve passar dos 27° C. Não há previsão de chuva expressiva na Região Metropolitana nessa segunda.

    4 de outubro de 2009

    Série 'Climas de Minas': conheça Patos de Minas!

    Nesse domingo, a série Climas de Minas premia nossos visitantes do Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro com informações sobre o clima da cidade de Patos de Minas! As análises se baseiam em dados das Normais Climatologícas 1961-1990 do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Confira abaixo!

    Com seus quase 140 mil habitantes, o município de Patos de Minas está estrategicamente localizado entre a capital mineira e a importante cidade de Uberlândia. Devido sua grande participação na produção mineira de milho, Patos é também conhecida como a "Capital do Milho". Todo ano, no mês de maio, a cidade realiza a "Fenamilho", um grande evento que atrai turistas de todo o país para assistir shows, rodeios, exposições, leilões, palestras e se deliciar com um diversificado cardápio baseado no milho.

    O município tem áreas de topografia plana a suavemente ondulada, entre 765 m e 1193 m acima do nível do mar. A estação meteorológica do INMET, utilizada como referência, situa-se a 940 m de altitude. Patos apresenta um clima tropical, típico do Cerrado, com temperaturas máximas elevadas o ano todo e chuvas concentradas no verão. A temperatura média anual é igual a 21,1° C - mesmo valor de Belo Horizonte. O mês mais quente é março, com 22,9° C de média e máximas em torno dos 29,5° C. Julho, por sua vez, é o mês mais ameno: 18,2° C de média e temperaturas máximas e mínimas, respectivamente, de 25,8° C e 12,5° C.

    A cidade tem índice pluviométrico anual igual a 1474,4 mm, quase totalmente distribuído de outubro a março. O mês mais chuvoso é dezembro, com 297,2 mm de precipitação. Por outro lado, junho costuma ter apenas 6,2 mm de chuva. A existência de uma estação seca tão bem definida é responsável por uma queda acentuada da umidade relativa do ar a partir de abril. Em agosto, a umidade atinge seu valor mínimo: 51,8 %. Como esse é um valor médio, é altamente provável que durante as tardes desse mês a umidade fique abaixo de 30 %.

    Afastada do oceano, Patos de Minas é afetada pelo efeito da continentalidade, o que lhe confere uma grande quantidade de horas de brilho solar ao longo do ano (2461,3). Durante a estação seca, a insolação é bastante elevada, atingindo seu ápice em agosto (264,3 horas). Já em dezembro, a maior frequência de frentes frias e a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) é responsável por dias seguidos de chuva e céu nublado. Nesse mês, a quantidade de horas de brilho solar na cidade não passa de 145, cerca de 20 a menos que em Belo Horizonte (165,1) e 60 a menos que em Espinosa (207,9), no extremo norte mineiro. Ainda assim, o valor de Patos é maior que o de Juiz de Fora, com apenas 105,5 horas de sol em dezembro.


    Curiosidades:

    • A cidade surgiu no início do século XIX nos arredores da Lagoa dos Patos, onde, segundo descrições históricas, existia uma enorme quantidade de patos silvestres, o que explicaria seu nome.
    • Entre 1961 e 1990, a menor temperatura registrada em Patos de Minas foi no dia 31 de maio de 1962: 1,5° C.
    • No mesmo período, a maior temperatura observada foi 36,5° C, no dia 29 de outubro de 1980.
    • Ainda nesse período, o maior volume de chuva acumulado em 24 horas foi o de 13 de janeiro de 1978: 150,2 mm!

    Gostou do terceiro episódio da série? Sentiu falta de algo? Você pode participar sugerindo a próxima cidade a ser escolhida. O BH TEMPO receberá nomes até o dia 23 de outubro na seção "comentários" deste post. Participe!