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bhtempo

    28 de novembro de 2009

    RMBH encontra-se no "limite" entre instabilidades e ar seco

    O estado mineiro é influenciado nesse sábado por, pelo menos, dois sistemas atmosféricos distintos, a saber: 1°) massa de ar quente e úmido, associada ao calor e à elevada umidade; e 2°) massa de ar quente e seco, associada ao domínio do Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul (ASAS). Enquanto a atuação do primeiro deve provocar chuva, com raios e trovoadas, à qualquer hora do dia no centro-sul do estado, Noroeste e Triângulo, o segundo será responsável por muito sol, calor e baixa umidade relativa do ar durante a tarde no centro-norte de Minas Gerais. Curiosamente, a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) encontra-se na transição entre os dois sistemas, como pode ser observado na imagem ao lado. Municípios do extremo sul da RMBH, como Itaguara, Rio Manso, Brumadinho e até mesmo Ibirité tiveram chuva durante a madrugada e agora têm um início de sábado com céu mais nublado e temperatura amena. Já em Belo Horizonte e em municípios como Lagoa Santa, Pedro Leopoldo e Baldim, o sábado amanhece abafado, com muito sol e poucas nuvens. Até o final da tarde, o sistema de alta pressão associado à massa de ar seco deve perder força e instabilidades poderão avançar sobre a capital, provocando chuva. Antes disso, mais calor: a máxima hoje deve chegar aos 32°C em BH.

    27 de novembro de 2009

    NOTÍCIA: Principal satélite que monitora o Brasil será desativado

    Os institutos de previsão do tempo do Brasil e da América do Sul não vão poder mais contar com as informações geradas diariamente pelo satélite ambiental Goes 10. De acordo com a Agência Atmosférica e Oceânica dos EUA, NOAA, o satélite será desativado até o fim de dezembro, uma vez que seu combustível chegou ao fim.
    Lançado em 1997 com o objetivo de substituir o satélite GOES-9 no monitoramento do clima sobre a costa oeste dos EUA, o Goes 10 foi substituído em 2006 pelo seu gêmeo GOES 11 e até agora tem sido mantido como equipamento de backup no caso de falha dos satélites GOES 11 e GOES 12, os mais importantes satélites de monitoramento sobre os EUA.
    Na função de reserva, o satélite foi movido pelo governo americano para a longitude de 60 graus oeste, acima da divisa entre Roraima e o Amazonas e se tornou o principal equipamento de monitoramento das condições do clima na América do Sul e Brasil.
    Ao contrário do que foi publicado em sites não especializados, os EUA não vão derrubar o satélite. O artefato está posicionado a 36 mil km de altitude acima da linha do equador e antes que esgote sua fonte de combustível será elevado algumas centenas de quilômetros, em uma região conhecida como cemitério de lixo espacial. Ali, devido ao arrasto na atmosfera ser muito menor que nas baixas altitudes, o GOES-10 levará milhares de anos para retornar à Terra, além de não representar riscos de colisão com outros equipamentos em órbita.
    Consequências
    Depois que for desativado, o Brasil voltará a utilizar as imagens geradas pelo satélite GOES 12, localizado acima do meridiano 75 W (sobre a tríplice fronteira entre Peru, Equador e Colômbia) e otimizado para registrar as condições climáticas da costa leste dos EUA e Caribe.

    Com a troca, o Brasil perderá a agilidade necessária na observação do tempo. Enquanto o satélite Goes 10 envia imagens ao país com intervalo de 15 minutos, o Goes 12 transmite imagens de três em três horas dessa parte do hemisfério, tornando as decisões sobre as mudanças do tempo mais complexas e sujeitas a mais erros.
    Segundo o coordenador do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Inpe, Luis Augusto Machado, o monitoramento do tempo em algumas áreas será severamente prejudicado. “Os satélites geram informações digitais que são transformadas em dados, como campos de vento, estimativa de preciptação, detecção de queimadas e outros. Com a mudança, todas essas aplicações ficarão comprometidas”, explicou.
    Atualmente, o índice de acerto da previsão do tempo no Brasil não supera 85%, mas sem ajuda do Goes 10 esse número poderá cair até para 45%.

    Dependência
    Apesar dos EUA não cobrarem pelo uso das imagens geradas por sua constelação de satélites GOES, a falta de tecnologia e investimento do Brasil no setor nos deixa totalmente dependente dos norte-americanos. A construção de um satélite nacional demoraria entre cinco e seis anos a um custo estimado de R$ 600 milhões, mas o orçamento médio anual da Agência Espacial Brasileira, AEB, nunca ultrapassou os R$ 300 milhões desde 2005.
    Resta saber se até a Copa de 2014 ou às Olimpíadas em 2016, o Brasil já terá preenchido essa lacuna espacial, livrando o país de uma dependência tecnológica burra que nem países mais pobres como Índia ou Paquistão possuem.
    Fonte: http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20091126-075208.inc

    Fim de semana em BH? Veja a previsão do tempo!


    26 de novembro de 2009

    Calor e baixa umidade relativa do ar em BH

    A tarde dessa quinta-feira é de muito sol, calor e tempo seco na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Entre 15 h e 16 h, a estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia localizada na região da Pampulha, na capital, chegou a registrar 32,6° C e umidade relativa de apenas 25 %. Esse valor está abaixo do limite considerado adequado pela Defesa Civil e Organização Mundial de Saúde (OMS), caracterizando Estado de Atenção. Sob essas condições são recomendados:
    - Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas
    - Umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas e recipientes com água.
    - Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol e em áreas vegetadas.
    - Consumir bastante água.
    Tal situação, anômala para um mês como novembro em Belo Horizonte, deve perdurar até, pelo menos, o próximo domingo, quando as chuvas retornam e o calor diminui.
    Atualizado às 16:25

    Quinta-feira: mais um dia quente em BH

    A onda de calor que atinge grande parte do Brasil deve continuar afetando a capital mineira até, pelo menos, o próximo domingo, quando as chuvas devem voltar e a temperatura cair. Em Belo Horizonte, as temperaturas estão muito acima da média para o mês de novembro. Nessa quinta-feira, por exemplo, a mínima registrada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) na região da Pampulha foi igual a 22,0° C - esse valor representa uma anomalia positiva de quase 4 graus! Com céu aberto e apenas algumas nuvens em altos níveis (imagem acima e à esq.), a temperatura subiu rápido e às 9 h já fazia 25,1°C. A máxima hoje deve chegar aos 32° C.

    24 de novembro de 2009

    Novembro anômalo: onda de calor e seca atinge MG

    Novembro de 2009 tem sido marcado por anomalias climáticas em quase todo o estado de Minas Gerais. Além das temperaturas acima da média histórica, a chuva tem sido escassa e irregular, apresentando volumes muito inferiores ao esperado para um dos meses mais chuvosos do ano. Do dia 1°/11 até ontem (23/11), a média das temperaturas máximas em Belo Horizonte ficou em 29,7° C. Esse valor está 2,2° C acima da média para o mês (27,5°C). A média das temperaturas mínimas para esse mês na capital também representam uma anomalia positiva: 19,7° C contra 18,2° C da média histórica (ou seja, +1,5° C). Veja na tabela abaixo*:

    Quanto à precipitação, o volume acumulado do início do mês até ontem foi de apenas 57,2 mm. A média mensal é igual a 227,6 mm.

    O BH TEMPO acredita que grande parte dessas anomalias possa ser atribuída: 1) ao predomínio do escoamento de norte/nordeste, ou seja, intensificação dos sistemas tropicais sobre a região. Nesse caso, as frentes frias e massas de ar do sul do continente encontram dificuldades para atingir o estado e 2) ocorrência do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico, o que agudiza o gradiente térmico entre equador e polos.

    PREVISÃO: Infelizmente a previsão não é nada animadora para aqueles que desejam a volta das chuvas e de temperaturas mais amenas. Os modelos de previsão atmosférica estão confusos, porém, existe um consenso de que para os próximos 7 dias essa situação de desconforto persistirá no centro-norte mineiro, inclusive na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A dica é ingerir muito líquido e usar protetor solar.

    *Os dados utilizados para elaboração da tabela acima pertencem ao Instituto Nacional de Meteorologia e foram registrados por sua estação automática localizada na região da Pampulha.