No segundo episódio da Série Energias Alternativas, trataremos de mais uma forma de obtenção de energia limpa e renovável: a energia eólica.
Por: ADRIANA MARIANO
A energia eólica é aquela gerada a partir da força dos ventos. Esses existem graças à diferença de temperatura da terra e das águas, do relevo e zonas do planeta Terra. Algumas das vantagens da energia eólica são a sua inesgotabilidade; a não emissão de poluentes à atmosfera, além dos parques eólicos serem compatíveis com outros usos e utilizações do terreno como o uso do terreno e a criação de gado e terem baixa frequência de manutenção. Em contrapartida, esse tipo de energia pode trazer incômodos como impacto sobre as aves do local e seus hábitos naturais; poluição sonora quando o vento bate nas pás produzindo um ruído constante e a falta de ventos para gerar a energia.
Esse tipo de energia renovável, a energia dos ventos, é utilizada há tempos pelo ser humano. Antes mesmo das Grandes Navegações do século XVI, os barcos tinham suas velas impulsionadas por essa energia. Os agricultores também se serviram da energia eólica desde o século V nos moinhos de vento. A energia que vem dos ventos era transformada em energia mecânica, para mover moinhos, moer grãos ou bombear água.
Há cerca de 40 anos, o vento é usado para produzir eletricidade. A crise mundial do petróleo no início da década de 70 e os conhecimentos evoluídos da indústria aeronáutica para equipamentos de geração de energia eólica provocaram um grande interesse de países europeus e dos Estados Unidos no uso dessa fonte de energia, a fim de diminuir a dependência das fontes não-renováveis como carvão e o ‘ouro negro’. Atualmente o vento é usado para produzir eletricidade e representa um precioso bem para o abastecimento energético de diversas localidades do mundo, à exemplo da Dinamarca, Estados Unidos, Índia e Espanha, segundo dados.
Segundo estatísticas, no norte da Alemanha a contribuição da energia eólica já passou de 16% do uso da energia total e existem mais de 30.000 turbinas eólicas de grande porte em operação no mundo, com capacidade instalada da ordem de 13.500 MW.
De acordo com a Associação Brasileira de Energias, o Comitê Internacional de Mudanças Climáticas prevê que a União Européia chegue a meta de gerar 10% de toda eletricidade a partir do vento até 2030, podendo tal projeção ser estendida em função da perspectiva de venda dos créditos de carbono.
O aproveito da potencialidade de energia eólica é variável de acordo com a quantidade de energia disponível no vento, de acordo com as estações do ano e as horas do dia. O relevo e as características do solo também influenciam na distribuição de freqüência de ocorrência dos ventos e de sua velocidade em um local.
De acordo com informações técnicas, o aerogerador é aquela estrutura que consiste num gerador elétrico movido por uma hélice, semelhante às asas de um avião e com a mesma aerodinâmica, que é movida pela força do vento. Essa hélice pode ser vista como um motor, por isso o nome aerogerador, cuja quantidade de eletricidade é obtida pelo vento dependendo de alguns fatores como a quantidade de jato de ar que passa pela hélice, do diâmetro e dimensão da hélice e do gerador.
No Brasil, o aproveitamento dos recursos eólicos é feito em diversos pontos do território nacional, com destaque para o estado do Ceará que já tem planejada a construção de 14 parques eólicos. Na cidade de Gouveia, em Minas Gerais, por exemplo, uma central eólica está em funcionamento, desde o início da década de 90, em um local longe do oceano , mas com excelentes condições de vento. De acordo com dados do Atlas Eólico Brasileiro de 2001, a região Norte tinha um potencial eólico de 12,8 mil MW. Mas com o crescente desmatamento na área esse potencial pode ter aumentado. As regiões da Amazônia que mais apresentavam potenciais eólicos eram o nordeste de Roraima e as costas do Amapá e do Pará. Mesmo assim ainda não temos explorado o nosso imenso potencial eólico. Hoje a capacidade instalada no país é de 20,3 MW, com turbinas eólicas de médio e grande portes conectadas à rede elétrica e estima-se que o potencial eólico brasileiro é de 143,5 GW (GigaWatts), segundo um estudo da Centro de Pesquisa em Energia Elétrica (Cepel) do Ministério de Minas e Energia feito em 2005, como pode ser visto no mapa abaixo:
Para o futuro, as perspectivas da utilização da energia eólica são cada vez maiores no panorama energético geral. Algumas formas criativas já foram criadas com o uso dessa energia. Esse é o caso do engenheiro suíço Mark Muller, que fez um automóvel experimental na Escola de Engenharia Yverdon.
Movido a energia eólica e solar, o ICARE Project possui velocidade máxima de cerca de 80 km/h e, o seu funcionamento durante o dia, é feito por painéis solares e, à noite, por um gerador de energia eólica. Idéias com uso de energias renováveis existem aos montes, basta agora aplicá-las em prol do nosso meio ambiente.
A combinação do calor com a elevada umidade provocou pancadas de chuva isolada, localmente fortes, na tarde de ontem em algumas áreas da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na capital, a chuva foi intensa na região Nordeste, próximo ao Minas Shopping (imagem ao lado). Já nas regiões Centro-Sul e Pampulha, a chuva foi menos expressiva. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia, a máxima ontem em Belo Horizonte foi de 29,1° C (Pampulha). Nesse domingo, a capital amanheceu com céu parcialmente nublado a nublado e sem chuva, no entanto, ao longo do dia a chance de pancadas fortes aumenta. Máxima prevista de 29° C.
Após um longo período de muito sol, calor e tempo seco, o aumento da umidade em decorrência da intensificação da circulação marítima sobre parte de Minas Gerais permitiu a formação de nuvens de chuva em algumas regiões do estado nessa sexta-feira. As nuvens mais carregadas se organizaram sobre os vales dos rios Doce, Mucuri e Jequtinhonha, áreas mais próximas do oceano e que, no entanto, enfrentavam uma intensa estiagem desde o final do ano passado. Na noite de ontem, um forte temporal atingiu a região de Governador Valadares. Em apenas uma hora, o pluviômetro da estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) na cidade registrou um acumulado de 45,8 mm - valor muito significativo. Segundo dados da mesma estação, o deslocamento do sistema de tempestade sobre a região provocou rajadas de vento com velocidade de até 134,6 km/h! No início da tarde de hoje voltou a chover em Valadares e a máxima não passou dos 31,2° C, cerca de 5 graus menor que nos últimos dias.
A imagem de satélite (acima e à esq.) do final dessa tarde também mostra nuvens carregadas sobre o Triângulo, Sul e Noroeste de Minas. Nessas regiões, a queda da pressão e a combinação do calor com a elevada umidade foram os responsáveis pela volta da chuva. Às 20 h havia registro de chuva com trovoadas em Uberaba e Uberlândia. Em Belo Horizonte, um belo pôr-do-sol coloriu o céu com poucas nuvens da tarde dessa sexta (imagem acima e à dir.). Hoje é o 12° dia consecutivo sem chuva na capital. Apesar do sol forte, a circulação marítima tem regulado a temperatura e deixado a sensação térmica agradável. Segundo a estação do INMET na região da Pampulha, nessa sexta a máxima chegou aos 30,7° C. No final da tarde, rajadas de vento de até 38,8 km/h foram registradas no local. Ontem chegou a chover em alguns pontos da Região Metropolitana e a chance de chuva isolada permanece nesse final de semana.
Sol, calor e baixa umidade: assim está o tempo em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Há 10 dias não chove na capital mineira. O predomínio de um intenso sistema de alta pressão em quase todo o país inibe a formação de nuvens de chuva e dificulta a aproximação de frentes frias da Argentina. Ontem (03/02), Belo Horizonte teve a tarde mais quente do ano até o momento. Segundo registros da estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia na Pampulha, a máxima nessa região chegou aos 32,3° C. Antes disso, a maior temperatura do ano havia sido registrada na tarde do dia 13/01: 31,9° C. Nas horas mais quentes do dia, a umidade relativa tem ficado próxima a 30 %. E essa quinta-feira não será diferente. Como num dia de inverno, a manhã dessa quinta é de céu absolutamente sem nuvens na capital (imagem ao lado). A tarde terá mais sol e calor, com máxima de até 31° C. Durante a madrugada, a mínima foi de 21,5° C e às 9 h já fazia 24,7° C. Há uma pequena chance de chuva em pontos isolados da Região Metropolitana.
Apesar da impressão de que Belo Horizonte esteja enfrentando um período de chuvas abaixo da média, a capital mineira teve um mês de janeiro normal, pelo menos no que diz respeito à precipitação. Conforme dados registrados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) - órgão oficial responsável por medições meteorológicas no Brasil, em janeiro de 2010 choveu 291,5mm na região Centro-Sul da cidade. Segundo o INMET, o volume total de chuva esperado para o mês em Belo Horizonte é 296,3 mm, de modo quea diferença entre o observado esse ano e o normalmente esperado foi inferior a 5 mm.
Por outro lado, embora dentro da média, o volume de chuva registrado no último mês ocorreu de forma irregular, isto é, em eventos isolados. As conhecidas "invernadas" - dias seguidos de chuva e temperaturas amenas - ainda não apareceram. O gráfico abaixo, do próprio INMET, mostra a distribuição de chuvas no mês em questão. Observe que grande parte do volume mensal provém de episódios nos dias 1°, 15, 16 e 21 de janeiro. Nos demais dias do mês, ou não choveu ou a chuva foi pouco expressiva.
Quanto às temperaturas, as médias das máximas e mínimas foram de, respectivamente, 29,6° C e 20,5° C. O normal para o mês seria 28,2° C para máximas e 18,8° C para mínimas. Nesse caso, pode-se falar em anomalias positivas de 1,4° C para as máximas e 1,7° C para as mínimas.
PREVISÃO: fevereiro começa com muito sol, calor e tempo firme em todo o estado de Minas Gerais. No entanto, a partir da segunda quinzena do mês chuvas intensas devem voltar a cair sobre o centro-sul mineiro, inclusive na capital e áreas do leste do estado atingidas por uma longa estiagem. Vários modelos meteorológicos são afirmativos sobre essa mudança no padrão atmosférico. Contudo, é bom destacar que trata-se apenas de uma tendência e que previsões mais seguras somente serão possíveis nos próximos dias. Acompanhe aqui no BH TEMPO!
Nessa segunda-feira, uma extensa massa de ar quente e seco predomina sobre o Sudeste do Brasil, o que dificulta a formação de nuvens de chuva e a aproximação de frentes frias do Sul do continente. Ao longo da semana, esse sistema perde força e a probabilidade de chuva aumenta. Enquanto isso, muito sol e calor. Ao meio-dia, as temperaturas estavam elevadas em todas as capitais da região. Confira abaixo*:
Rio de Janeiro (Campo dos Afonsos): 35° C
Vitória: 33° C
São Paulo (Congonhas): 29° C
Em Belo Horizonte, a nebulosidade diminuiu e o sol aparece forte, conforme imagem acima (à dir.). Ao meio-dia fazia 27° C, segundo o Aeroporto Carlos Drummond de Andrade (Pampulha). *Dados de aeroportos
É PRIMAVERA! Temperatura máxima:33,3° C (em 22/02 e 31/08) Temperatura mínima: 9,0° C (em 03/09) *Conforme dados da estação automática do INMET na região da Pampulha
Rafael Francatem 27 anos e é Mestre em Geografia (Análise Ambiental) pela UFMG. Faz pesquisas na área de Climatologia e Variabilidade Climática em Minas Gerais. Seu trabalho mais recente investiga a relação entre a atuação de anticiclones e o comportamento da umidade relativa do ar na capital mineira. Baixe aqui"Anticiclones e umidade relativa do ar: um estudo sobre o clima de Belo Horizonte" (2009)