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    12 de fevereiro de 2010

    Ventos intensos na RMBH

    O avanço de um sistema de alta pressão atmosférica sobre o centro-leste mineiro intensifica os ventos marítimos na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) desde ontem. Segundo dados de estações automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), na região da Pampulha, a aproximadamente 869 metros de altitude, as rajadas mais fortes de vento atingiram a velocidade de 39,6 km/h na manhã e no início da noite de ontem. Na manhã dessa sexta-feira, rajadas de até 38,1 km/h haviam sido registradas no local. A Pampulha é uma das regiões de menor altitude em Belo Horizonte, o que sugere que nos bairros mais elevados da Zona Centro-Sul os ventos tenham sido mais fortes. Para se ter uma idéia, na Serra do Rola Moça (Ibirité), a 1.200 metros de altitude, as rajadas mais intensas chegaram aos 57,6 km/h na manhã de ontem. Agora há pouco, entre 10 h e 11 h, a estação do INMET neste local registrou rajadas de até 53,6 km/h. Na região do Rola Moça, a temperatura está bastante agradável nessa sexta. O dia amanheceu com mínima de 16,7° C e às 11 h fazia 23,7° C com umidade relativa de 59 %. Na capital, o dia amanheceu com céu claro e apenas algumas nuvens altas e médias (imagem acima). A mínima registrada pela estação automática do INMET foi de 19,3° C e às 11 h fazia 25,5° C. As condições para ocorrência de chuva expressiva são pequenas. Pelo menos até amanhã, a circulação marítima predomina sobre a capital.

    9 de fevereiro de 2010

    Calor e alta umidade provocam chuva em BH

    Apesar da manhã de céu limpo, a combinação do calor com a elevada umidade durante a tarde dessa terça-feira provocou pancadas de chuva isolada em grande parte de Minas Gerais, inclusive na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Na capital, a aproximação de nuvens carregadas fez o dia virar noite ainda no final da tarde (imagem ao lado). Segundo dados da estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a temperatura máxima hoje na capital chegou aos 29,9° C. Nesse momento, a umidade relativa era de 45 %. Embora pouco volumosa, a chuva que atingiu Belo Horizonte caiu acompanhada por raios, trovoadas e rajadas intensas de vento. Em alguns pontos da RMBH foram registradas rajadas com velocidade superior a 50 km/h (INMET). De ontem para hoje, a pressão atmosférica voltou a diminuir em Belo Horizonte. Às 17 h dessa terça, a estação do INMET na região da Pampulha registrou 912,6 hPa (contra 914,5 hPa de ontem no mesmo horário). Essa condição, associada ao calor e à alta umidade, favorece a formação de nuvens de chuva. Para amanhã, a previsão ainda é de sol, calor e pancadas de chuva já a partir do final da manhã em todo o estado.

    8 de fevereiro de 2010

    Fim de tarde com céu nublado em BH



    A combinação do calor com a elevada umidade na tarde dessa segunda-feira promoveu o crescimento da nebulosidade em Minas Gerais. Um amplo sistema convectivo se organizou sobre a região central do estado, onde ocorrem pancadas de chuva isolada. Em Belo Horizonte, o céu está nublado, mas sem chuva (imagem acima e à dir.). Segundo dados da estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia na capital, a temperatura máxima chegou aos 31,7° C - entre 14 h e 15 h. O declínio da pressão atmosférica em superfície também favorece a condição observada na tarde de hoje. Na região da Pampulha, a pressão atmosférica era de 914,5 hPa às 17 h. Para efeito de comparação, nesse mesmo horário no sábado e domingo, a pressão era de, respectivamente, 915,7 hPa e 915,8 hPa. As condições para ocorrência de chuva aumentam em Minas Gerais até a próxima quarta-feira.

    7 de fevereiro de 2010

    Série Energias Alternativas: Energia Eólica

    No segundo episódio da Série Energias Alternativas, trataremos de mais uma forma de obtenção de energia limpa e renovável: a energia eólica.
    Por: ADRIANA MARIANO
    A energia eólica é aquela gerada a partir da força dos ventos. Esses existem graças à diferença de temperatura da terra e das águas, do relevo e zonas do planeta Terra. Algumas das vantagens da energia eólica são a sua inesgotabilidade; a não emissão de poluentes à atmosfera, além dos parques eólicos serem compatíveis com outros usos e utilizações do terreno como o uso do terreno e a criação de gado e terem baixa frequência de manutenção. Em contrapartida, esse tipo de energia pode trazer incômodos como impacto sobre as aves do local e seus hábitos naturais; poluição sonora quando o vento bate nas pás produzindo um ruído constante e a falta de ventos para gerar a energia.
    Esse tipo de energia renovável, a energia dos ventos, é utilizada há tempos pelo ser humano. Antes mesmo das Grandes Navegações do século XVI, os barcos tinham suas velas impulsionadas por essa energia. Os agricultores também se serviram da energia eólica desde o século V nos moinhos de vento. A energia que vem dos ventos era transformada em energia mecânica, para mover moinhos, moer grãos ou bombear água.
    Há cerca de 40 anos, o vento é usado para produzir eletricidade. A crise mundial do petróleo no início da década de 70 e os conhecimentos evoluídos da indústria aeronáutica para equipamentos de geração de energia eólica provocaram um grande interesse de países europeus e dos Estados Unidos no uso dessa fonte de energia, a fim de diminuir a dependência das fontes não-renováveis como carvão e o ‘ouro negro’. Atualmente o vento é usado para produzir eletricidade e representa um precioso bem para o abastecimento energético de diversas localidades do mundo, à exemplo da Dinamarca, Estados Unidos, Índia e Espanha, segundo dados.
    Segundo estatísticas, no norte da Alemanha a contribuição da energia eólica já passou de 16% do uso da energia total e existem mais de 30.000 turbinas eólicas de grande porte em operação no mundo, com capacidade instalada da ordem de 13.500 MW.
    De acordo com a Associação Brasileira de Energias, o Comitê Internacional de Mudanças Climáticas prevê que a União Européia chegue a meta de gerar 10% de toda eletricidade a partir do vento até 2030, podendo tal projeção ser estendida em função da perspectiva de venda dos créditos de carbono.
    O aproveito da potencialidade de energia eólica é variável de acordo com a quantidade de energia disponível no vento, de acordo com as estações do ano e as horas do dia. O relevo e as características do solo também influenciam na distribuição de freqüência de ocorrência dos ventos e de sua velocidade em um local.
    De acordo com informações técnicas, o aerogerador é aquela estrutura que consiste num gerador elétrico movido por uma hélice, semelhante às asas de um avião e com a mesma aerodinâmica, que é movida pela força do vento. Essa hélice pode ser vista como um motor, por isso o nome aerogerador, cuja quantidade de eletricidade é obtida pelo vento dependendo de alguns fatores como a quantidade de jato de ar que passa pela hélice, do diâmetro e dimensão da hélice e do gerador.
    No Brasil, o aproveitamento dos recursos eólicos é feito em diversos pontos do território nacional, com destaque para o estado do Ceará que já tem planejada a construção de 14 parques eólicos. Na cidade de Gouveia, em Minas Gerais, por exemplo, uma central eólica está em funcionamento, desde o início da década de 90, em um local longe do oceano , mas com excelentes condições de vento. De acordo com dados do Atlas Eólico Brasileiro de 2001, a região Norte tinha um potencial eólico de 12,8 mil MW. Mas com o crescente desmatamento na área esse potencial pode ter aumentado. As regiões da Amazônia que mais apresentavam potenciais eólicos eram o nordeste de Roraima e as costas do Amapá e do Pará. Mesmo assim ainda não temos explorado o nosso imenso potencial eólico. Hoje a capacidade instalada no país é de 20,3 MW, com turbinas eólicas de médio e grande portes conectadas à rede elétrica e estima-se que o potencial eólico brasileiro é de 143,5 GW (GigaWatts), segundo um estudo da Centro de Pesquisa em Energia Elétrica (Cepel) do Ministério de Minas e Energia feito em 2005, como pode ser visto no mapa abaixo:

    Para o futuro, as perspectivas da utilização da energia eólica são cada vez maiores no panorama energético geral. Algumas formas criativas já foram criadas com o uso dessa energia. Esse é o caso do engenheiro suíço Mark Muller, que fez um automóvel experimental na Escola de Engenharia Yverdon.

    Movido a energia eólica e solar, o ICARE Project possui velocidade máxima de cerca de 80 km/h e, o seu funcionamento durante o dia, é feito por painéis solares e, à noite, por um gerador de energia eólica. Idéias com uso de energias renováveis existem aos montes, basta agora aplicá-las em prol do nosso meio ambiente.

    SAIBA MAIS

    Carro movido a energia eólica e solar



    Chuva voltou a cair em BH

    A combinação do calor com a elevada umidade provocou pancadas de chuva isolada, localmente fortes, na tarde de ontem em algumas áreas da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na capital, a chuva foi intensa na região Nordeste, próximo ao Minas Shopping (imagem ao lado). Já nas regiões Centro-Sul e Pampulha, a chuva foi menos expressiva. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia, a máxima ontem em Belo Horizonte foi de 29,1° C (Pampulha). Nesse domingo, a capital amanheceu com céu parcialmente nublado a nublado e sem chuva, no entanto, ao longo do dia a chance de pancadas fortes aumenta. Máxima prevista de 29° C.